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Kush e Corinthians

 Há um ritmo para cada momento. As letras expressam essa máxima. Sua velocidade tem diminuído e aquela verve anterior se perdeu entre outros hábitos e vícios. Naquele tempo talvez se acreditasse que era possível ganhar o jogo. As respostas não estão nas linhas, estão nos círculos que dificultam a visão quando entortam a curva do passado e não há certeza se de fato aconteceu. Tudo parece vindo de outra vida. É necessário ocupar o tempo com desejos que invariavelmente lhe conduzirão à incompletude e a ansiedade de algo que já conhecemos. 

A biografia de Prestes e o romance de Zola distraem. As cartas fazem a cada dia alguém sorrir mesmo que apanhando em todas as suas circunstâncias, mas há algo ali: jogando correto a derrota pode vir, mas com piores jogadas sempre se abre aquele espaço no fundo do poço. A mudança é permanente, mas nem sempre permissiva.

Não há nada de novo por aqui. Mas há outras tantas coisas que eletrocutam o córtex, que sempre estiveram presentes, mas que no momento de exultação por  vaidades, apareceu e se tenta entender que há algo de sabedoria no passar do tempo, que é assim mesmo, que ninguém impede a água de cair. 

Savasana. Não se pode fugir das cartas que insistirem em bater no rio do último ato. A consciência ainda é desafiadora e não se pode esperar as últimas fichas para entrar no jogo. O título que se pensou já não se adequa às palavras que lhe seguem.

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