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#01 Don't fuck with writers - O círculo sagrado

 Eu não sabia, mas aquela seria a última vez que eu poderia tocar a minha boca, lábios e língua nas bordas e no interior do seu cu. Estávamos ainda no nosso primeiro encontro e jamais passou pela minha cabeça que passaríamos de beijos rápidos e abraços soltos. Mentira, sempre passou pela minha cabeça que iríamos chegar a esse caminho, talvez porque sempre passe essas coisas na cabeça de alguém obcecado como eu. Mas entre o que passa na imaginação ao que ocorre e afeta nossos sentidos há um grande abismo. Não houve. 

Começamos a falar de Dostoiévski e Goethe, tentando chegar a algum consenso de quem estaria no mais alto lugar do cânone literário. Não chegamos. Também ficamos a implicar um com o outro em quem era o maior poeta da língua portuguesa, pra mim só poderia ter um nome, Drummond. Ela primeiro disse que havia vários, João Cabral de Melo Neto e outros nomes de poetisas menores que não me lembro. Depois me jogou um livro da Ana Cristina César nas mãos e me disse: "Eis a maior poeta da língua portuguesa". Eu não a conhecia mas ela sismou que era a maior e tinha até um poema que demarcaria isso, "Samba canção", mas se obstinou a ler e continuamos fazendo rima. Coloquei a mão por trás  das costas peladas dela e desci até a calcinha e apertei uma de suas nádegas enquanto reforçava o nome do poeta maior.

Ela me olhou com um semi-rubor e me disse para pararmos, estávamos dentro da praça e logo apareceriam crianças. Eu insisti que fizéssemos algo, talvez... Deixa eu pensar, como Bukowski? Ela achou sem graça e disse que encontraria alguém melhor para nos inspirarmos. Eu concordei, o yankee era um tanto quanto enfadonho e estávamos, com isso, rebaixando nosso nível de discussão. Naquela época ainda não tinha lido "A história do olho" de Bataille. 

A lua cheia estava gigante e  ela disse que queria mijar e eu prontamente disse que ela poderia fazer no meu colo e aproveitar o balanço do beijo para despejar seu líquido amarelo sobre minha bermuda de brim verde. Ouse! Era o que eu repetia a ela.

Ela pensou e subiu no meu colo, mas desistiu da ideia. Não tínhamos nos transformado em super-jovens ainda. Saímos para procurar um local para ela se satisfazer e rodamos de braços dados por um novo loteamento escuro e com poucas casas prontas.  Ela mijou na grama e me disse para esperar na esquina. Logo invertemos nosso lugar e eu resolvi gastar o jato forte e com a cor fraca de um suco de limão verde na mureta próximo a urina dela.

Continuamos nossa caminhada e logo encontramos um local afastado das luzes do poste que não parava de nos observar. Daí tirei sua roupa com avidez e ela ensaiou novamente surpresa. Depois me deu um tapa na cara e olhou nos meus olhos. Exigiu que eu tirasse as roupas depressa e chupou meu pau ainda flácido. Eu queria ela e senti a ponta dos meus dedos queimarem com os líquidos que brotavam de sua buceta. De cócoras eu a chupei de baixo pra cima e senti meu rosto raspar com pentelhos mal aparados que produziam uma sensação de algo animal e senti meu pênis se apertar contra minha própria panturrilha totalmente ereto.

Mas nada foi melhor do que quando ela ficou de quatro sobre toda a sorte de folhas secas  e abriu a bunda mostrando o ponto roxo e quente mais bonito que eu já coloquei meus olhos. Desci com a boca e por um momento ela esboçou uma surpresa mas logo se rendeu ao beijo calmo e sedento que eu dei por trás. Havia um gosto salgado misturado com a gosma adocicada que descia pela vulva e alcançava minha boca como uma pororoca do Amazonas com o Atlântico. Fiquei alguns minutos olhando para a bunda virada para a lua pensando se deveria ou não penetrá-la e arrependendo de ter gastado meu mijo no muro de concreto.

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