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Yoga e Marxismo

Karmarxismo. O Marxismo do Karma. Disciplina e Libertação. Não um tipo ensimesmado, subserviente, pasteurizado. O filho pródigo, uir-se ao lar paterno. Happy end? A prática é minuciosa e repleta de não-saberes. A unidade é fundamental, desde que não anula um conflito que quebra a própria unidade. O fim aguarda a todos e admiti-lo não significa deixar de lutar, que fuja a própria rebelação. As posturas carregam acrobacias, mas que de certa forma se dissolvem em autoconhecimento que conserva as forças. Não as apaga. 

O ritmo de produção acha sempre novas maneiras, mas a luta social é evidente. Urge-se uma canalização de forças que, assim, valida socialmente a prática individual. Se o yoga do marxismo é a dialética, só se pode conceber o marxismo do Yoga como o despertar do Kundalini. Canalizar a força. 

Agora tem o do outro tipo. O das revistas de consumo, da classe média mais descolada, dos anos setenta, que ainda carrega um sotaque modernizado em workshops, gurus e viagens aos temperos tradicionais.  Da moda, das posturas nos comerciais, dos círculos de amizade que pairam além das questões sociais. 

Autoconhecimento também é reconhecer a importância do agir. Ahimsa pra quem é de Ahimsa, mas temperada com fagulha. 

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